terça-feira, 6 de julho de 2010

Vem... Vem...



há quanto tempo nao te encontro?
há quanto tempo nao trocamos momentos?
inesquecíveis, talvez.

há quanto tempo tenho te falado que quem já sentiu tua falta foi meu corpo.

meu desejo... incontido, talvez.

satisfações temporárias oriundas de lembranças distantes pra que?

o que eu quero é te encontrar e sentir um corpo e uma boca com gosto de você.

ah, não quero fazer das palavras destes versos irmãs daquelas que sussurro ao teu ouvido.

não me faça escrever que senti falta da tua boca em meu pescoço e por vezes próxima ao meu umbigo.

nao cabe em mim a vontade de ver tua boca ocupada, ver de cima tua saliva em meus 'lábios'.

te encontrar sobre um lençol molhado, você adentrando aquele local apertado.
e eu sentindo todo teu corpo suado.

vem... mas vem devagar.

vem... e vem até o fundo.
faz minha cabeça girar.
meu corpo tremer, e minha garganta gemer.

me aperta a cintura.

me levanta o quadril.
me bate.
me leva à loucura.

me prova que meu orgasmo é o que te excita.
 Reggina Caeiro

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