Eu disse que não te escreveria mais, mesmo sabendo que eu seria fraca. Vai ser sempre assim, eu sei.
Devo dizer que não espero mais o telefone tocar, nem espero abrir a porta pra você e já me conformei em ter você só na minha insistente memória.
Estou certa de que perdi você em algum lugar dentro de mim mesma. Se achar a saída, por favor, dê o fora! Ainda há muito de você em mim, e isso me faz mal.
Há tanto nos conhecemos, mas você ainda me é um estranho.
Imprevisível e inconstante. E ainda me enlouquece.
Já me acostumei com sua indiferença e displicência.
Você desaparece, mas sempre volta para me infernizar. Eu sei que volta. E se eu me render a ele? Ainda que dizer Eu te amo não seja o suficiente e ouvir que ele me ama também não me satisfaça, ele está aqui. E se você vier? Não poderei escondê-lo dentro do armário nem de baixo da cama.
Por que você só volta quando eu desisto de te esperar?
Vem me chamando de Amor, como se nada tivesse acontecido, como se não tivesse sumido. Diz a mesmas palavras de sempre... Bonitas, forçadas, vazias. Não acredito em nenhuma delas, tá?
Mas algum troço dentro de mim me obriga a sorrir, me desconcentra, me desconserta. Então me entrego. E por que eu sempre tenho que seguir o seu ritmo? Por que você sempre conduz a dança e ainda pisa no meu pé?
De que adianta rasgar suas fotos e fingir que o tempo não passou se ele só me dá agulhadas no coração?
Mesmo sem as fotos, seu sorriso insiste em me perseguir e então eu me forço a lembrar que te esqueci.
Ainda assim, te transformo nesses versos mal escritos só para te guardar em mim de alguma forma.
Eu desisto de entender.
Mas vamos levando assim: você lá, eu cá.
Se o tal do destino insistir, quem sabe um dia nos encontramos por aí.
Enquanto isso, vou me distraindo...
Luciana
Por que você me deixa tão solto?
Por que você não cola em mim?
Por que você me esquece e some?
[...]
E se eu me interessar por alguém?
E se ele, de repente, me ganha?
[...]
Às vezes, no silêncio da noite
Eu fico imaginando nós dois...
Onde está você agora?
Caetano

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