terça-feira, 27 de julho de 2010

drowning





Juntei os pedaços de um coração que se desfez quando ele se foi. Reanimei sorrisos para recebê-lo e hidratei o melhor carinho pra mostrar um amor demorado que eduquei dentro de mim.
Ele me voltou como um ligamento pro coração e com um sorriso de antes, e recebeu meu carinho como nunca imaginei que pudesse.
Me inflei de esperança me afundando em dúvida. Mas me falta oxigênio, preciso gritar por socorro e ninguém hoje, a não ser ele, poderia me desafogar.

Cada vez mais fundo, cada vez mais necessito de socorro. Cada vez mais envolvida por esse mar, cada vez mais necessidade de gritar... a verdade.

Se eu dissesse você iria?
Se eu dissesse você viria?
Se eu confessasse você me receberia?
Se eu confessasse medo você teria?

Ai amor, que agonia.

Reggie


quarta-feira, 21 de julho de 2010

Música

Os Outros
Kid Abelha
Composição: Leoni

Já conheci muita gente. Gostei de alguns garotos. Mas depois de você os outros são os outros…
Ninguém pode acreditar na gente separado.
Eu tenho mil amigos mas você foi o meu melhor namorado.
Procuro evitar comparações entre flores e declarações.
Eu tento te esquecer.
A minha vida continua mas é certo que eu seria sempre sua. Quem pode me entender?
Depois de você, os outros são os outros e só.
São tantas noites em restaurantes… Amores sem ciúmes.
Eu sei bem mais do que antes sobre mãos, bocas e perfumes…
Eu não consigo achar normal meninas do seu lado.
Eu sei que não merecem mais que um cinema com meu melhor namorado.
Procuro evitar comparações entre flores e declarações.
Eu tento te esquecer.
A minha vida continua mas é certo que eu seria sempre sua. Quem pode me entender?
Depois de você, os outros são os outros e só.

beijos, Reggina

terça-feira, 20 de julho de 2010

Recaída

Olá Cáprio, quanto tempo!
Eu disse que não te escreveria mais, mesmo sabendo que eu seria fraca. Vai ser sempre assim, eu sei.
Devo dizer que não espero mais o telefone tocar, nem espero abrir a porta pra você e já me conformei em ter você só na minha insistente memória.
Estou certa de que perdi você em algum lugar dentro de mim mesma. Se achar a saída, por favor, dê o fora! Ainda há muito de você em mim, e isso me faz mal.
Há tanto nos conhecemos, mas você ainda me é um estranho.
Imprevisível e inconstante. E ainda me enlouquece.
Já me acostumei com sua indiferença e displicência.
Você desaparece, mas sempre volta para me infernizar. Eu sei que volta. E se eu me render a ele? Ainda que dizer Eu te amo não seja o suficiente e ouvir que ele me ama também não me satisfaça, ele está aqui. E se você vier? Não poderei  escondê-lo dentro do armário nem de baixo da cama.
Por que você só volta quando eu desisto de te esperar?
Vem me chamando de Amor, como se nada tivesse acontecido, como se não tivesse sumido. Diz a mesmas palavras de sempre... Bonitas, forçadas, vazias. Não acredito em nenhuma delas, tá?
Mas algum troço dentro de mim me obriga a sorrir, me desconcentra, me desconserta. Então me entrego. E por que eu sempre tenho que seguir o seu ritmo? Por que você sempre conduz a dança e ainda pisa no meu pé?
De que adianta rasgar suas fotos e fingir que o tempo não passou se ele só me dá agulhadas no coração?
Mesmo sem as fotos, seu sorriso insiste em me perseguir e então eu me forço a lembrar que te esqueci.
Ainda assim, te transformo nesses versos mal escritos só para te guardar em mim de alguma forma.
Eu desisto de entender.
Mas vamos levando assim: você lá, eu cá.
Se o tal do destino insistir, quem sabe um dia nos encontramos por aí.
Enquanto isso, vou me distraindo...

Luciana

Por que você me deixa tão solto?
Por que você não cola em mim?
Por que você me esquece e some?


[...]
E se eu me interessar por alguém?
E se ele, de repente, me ganha?
[...]
Às vezes, no silêncio da noite
Eu fico imaginando nós dois...

Onde está você agora?

Caetano

sexta-feira, 16 de julho de 2010

De noite, na cama

Você me ensina.
Me fala sobre vivências que eu nunca experimentei.
Me fala sobre arte, aquilo que eu nunca dominei.
E vou me impressionando com as expressões que acabam por tuas subordinadas.

Um singelo conforto me sequestra nesses momentos.
O porquê eu não entendo, mas aproveito.
São tão poucos. Preciso captá-los rapidamente antes que desvaneçam.

Você põe pra tocar aquela música que me ensinou a gostar.
E mais tarde por um toque de estupidez, fico a me perguntar por que com ela vivo a sonhar.

Santa ingenuidade, Reggina.
As manias, preferências e peculiaridades vivem a me atormentar.
Perturbam o meu sono, e ornam a minha mente durante a alvorada.

"De dia eu faço graça, pra não dar bandeira não deixo você ver...".
É, Simona... Mas "de noite, na cama eu fico pensando...".


Reggina Caeiro

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Tragada

Só um trago. Só você e eu...
A gente começa devagar, pouco a pouco.
Primeiro eu te acendo, depois te puxo para dentro e vou te sentindo descer garganta abaixo, queimando devagar, te prendo por uns instantes... Sinto um estranho deleite.
Quando meu fôlego acaba, solto sua fumaça lívida, tímida, ela vai se perdendo e se confunde com os ares da noite.
Às vezes me escondo atrás da fumaça para não assumir minha fraqueza. A cada baforada sinto que seu efeito alucinógeno, ao mesmo tempo em que me satisfaz, me sobe à cabeça.
E ai seu sorriso reflete no vidro da janela do quarto, ou da garrafa de Cuervo.
Quando não, ele aparece de baixo da cama ou atrás da porta. Posso até te ver infiltrando entre as frestas do meu quarto, como fumaça.
Se eu pudesse, te enrolaria em um papel de seda e te tragaria inteiro para mim.
Cada trago, um estrago. E maior o meu vício tão caricato. Vício de você.
Como pode ser tão nocivo? Com o tempo vai me matando de overdose. Mesmo assim me entrego às tragadas profundas que me aquecem na noite fria.
Depois vou dormir com seu gosto forte na boca.
Cada tragada eu digo que é a última.

Luciana

terça-feira, 13 de julho de 2010

Qual teu medo?

Você tem medo do meu ritmo? Tem medo que eu não te acompanhe?
Tem medo de me abandonar? Tem medo de ser deixado?
Tem medo da minha mentalidade? Tem medo da tua brutalidade?
Quando eu conseguirei entender?

É tudo uma desculpa pra não dizer que não me quer, que talvez não me suporte?

que talvez não queira me ouvir falar, que talvez o coração bata forte...
quando me vê chegando, ou quando eu digo que não quero mais.

Talvez tudo se resuma a um navio que demora pra deixar o cais.


O teu ego te deixa com a aparência desagradável.

Ainda bem, assim não te sonho comigo mais do que o necessário ou permitido.
Quando você sussurra ao meu ouvido, ou quando te faço querido...
Tudo me deixa presa, mas você insiste em desprender, em desamarrar, em abrir um abismo incrível.

O que me mata é a vontade de te matar.

É aceitar que vejo você quando resolvo acordar.

O que me mata é não entender que papel tem você

nessa minha historia mal vivida. É tentar encontrar a saída, e encontrar mais uma vida... de desamores.

Amor, deixa a vida te levar. Acorda, amor.

Ninguém morre de paixão.

Que aflição, amor. Viva...

Viva a liberdade. Viva o coração, viva a tensão e o tesão.

Não encare um aloha como um Ich Liebe Dich.

Não é porque te chamo de amor nesses versos que você deve ficar triste.

Ai, amor, calma, calma. Não fica assim.
Reggina Caeiro

"Boa noite, Lampida...
Boa noite, Mary Posis...
Permita-me oscular-lhe a tua face."

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Ausência

Hoje ele nao veio. Deitei na cama abraçada a uma boba esperança e deixei a porta entre-aberta, mas ninguém apareceu. Também não fechei a janela pois gosto do cheiro da noite que invade o quarto junto a uma brisa gostosa. E o silêncio da expectativa frustrada se rompe nos breves momentos em que lembro da voz. Parece até que posso ouvi-la sussurrada ao pé do ouvido enquanto a mão dele acompanha a minha cintura. O sono não vem, o celular não se manifesta, é inevitável não imaginar onde ele está agora e porque não apareceu. As minhas especulações só me deixam ainda mais louca. Meu quarto me tortura, eu o vejo dentro do armário e escondo a cabeça no travesseiro para não ouvir sua voz que grita.

Penso em algum lugar para onde eu possa fugir e ficar livre, ao mesmo tempo em que o meu desejo é que esse lugar seja seu peito, ou seus braços, sei lá...
Como eu durmo então? Eu deveria fechar a janela para evitar as borboletas que me atormentam e ceder ao sono, ele é a única fuga que distrai o velho desejo.
Hoje estou aqui só com o cheiro da noite, as borboletas e  a ausência dele, mas não sofro, apenas vivo. Eu sei que logo ele vem... Amanhã ou depois.
 A porta está aberta. Ainda.

Luciana B.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Vem... Vem...



há quanto tempo nao te encontro?
há quanto tempo nao trocamos momentos?
inesquecíveis, talvez.

há quanto tempo tenho te falado que quem já sentiu tua falta foi meu corpo.

meu desejo... incontido, talvez.

satisfações temporárias oriundas de lembranças distantes pra que?

o que eu quero é te encontrar e sentir um corpo e uma boca com gosto de você.

ah, não quero fazer das palavras destes versos irmãs daquelas que sussurro ao teu ouvido.

não me faça escrever que senti falta da tua boca em meu pescoço e por vezes próxima ao meu umbigo.

nao cabe em mim a vontade de ver tua boca ocupada, ver de cima tua saliva em meus 'lábios'.

te encontrar sobre um lençol molhado, você adentrando aquele local apertado.
e eu sentindo todo teu corpo suado.

vem... mas vem devagar.

vem... e vem até o fundo.
faz minha cabeça girar.
meu corpo tremer, e minha garganta gemer.

me aperta a cintura.

me levanta o quadril.
me bate.
me leva à loucura.

me prova que meu orgasmo é o que te excita.
 Reggina Caeiro

...

Que causa, motivo, por que razão eu fui querer você?
Que causa, que não me motiva, esclarece o porque sem razão que me fez querer você?


Reggina Caeiro