sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Soneto do Final IV - frustração



Um amor que me arrepia a pele sob a água ainda morna.
Um ódio de ver este cinismo que me desagrada e te adorna.
A indignaçao, frustração e dúvida por sentir o menosprezo.
A revolta de ver acabado o antes tão adorado desejo.

Hoje é impossível pôr nessas linhas atraentes palavras,
sinto-me como temperada por canibais, refém e amordaçada.
Imploro o seu adeus pra, por pouco, esquecer meu destino
e entregas à minha carência a indiferença de um felino.

Como posso prosseguir com um final de reticências?

Ainda reconheço, ainda amor, ainda displicência
na hora de te deixar, cuidando para não entornar toda verdade.

Me guiando só pros destinos que possam ser os teus.

As borboletas dormiram em meu estômago, estão num total breu 
e eu negando minha natureza, minha necessidade e até a vontade.


reggina


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