domingo, 8 de agosto de 2010

Sem oxigênio - Soneto do Final III



Já não é possível esconder as marcas que a sua partida me provocou.
O cheiro de cigarro, as olheiras. O desânimo típico de quem ficou.
Os tantos sonetos tristes, a casa bagunçada, descrença e indiferença.
Mais cedo, a solidão fez morada, e tirou o sonho de quem já nem pensa.

Cansei-me de teus amores e paixões almejar,
de teu perfume, sem ti, conseguir respirar.
É tão difícil ver-te sem tuas fibras poder sentir.
E é tão fácil te pensar e no próximo segundo sorrir.
 
Amor, não sabes a intensidade dessa droga dentro de mim.
Ando com um amor tão grande e uma saudade sem fim.
Arranjando versos e rimas só pra tentar exteriorizar.


De que me adianta? Isso tudo nunca chegará a você. 
E mesmo que chegasse nenhuma diferença chegaria a fazer.
Não ando só com amor ou com saudade, ando com falta de ar.

Reggina

1 comentários:

Anônimo disse...

"De que me adianta? Isso tudo nunca chegará a você.E mesmo que chegasse nenhuma diferença chegaria a fazer"

E se chegasse ? e se fizesse diferença ?

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