A notícia dessa semana abalou ainda mais o coração atrapalhado.
O sono que até pouco me ardia os olhos se foi e agora a única coisa que me incomoda é o frio na barriga.Parece que nem mesmo o caderno e a caneta dão conta dessa avalanche de sentimentos desconhecidos que me toma agora. Nessa hora, o clichê " borboletas no estômago" se torna mais literal do que nunca. Já comecei a construir meus castelos de areia, não consigo mais impedir minha boca de se abrir num sorriso. E a felicidade é tanta que tenho medo.. Medo de ter meus castelos destruídos de novo, seja por uma maré alta, por um vento mais forte, ou até pisoteados por você mesmo. Mas agora é tarde demais.
Só porque eu não esperava mais...
Só porque eu estava começando a olhar em outra direção...
Só porque seu sorriso estava ofuscado na memória...
E então voltam as palavras rudes gritando em meu ouvido, mas minha teimosia grita mais alto. Muito mais.
Não me importo em ser a terceira ou a quarta. Por mais que soe como fraqueza, vou me contentar em ter você por um dia que seja. Ou só por uma noite...
Já desisti de lutar contra a minha expectativa e recuperar minha lucidez.
Ai Cáprio, eu estava quase virando a página, mas você apareceu, derrubou o livro no chão e arrancou todas as outras. Na história onde havia uma interrogação você colocou um ponto final.
Afinal, quando o assunto é você, os outros são os outros.
Luciana B.


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