sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Soneto do Final II


Me peguei relendo tuas cartas e sorrindo com a lembrança de quando elas chegavam.
Por vezes me surpreendi, não te reconhecia de uma forma que meus olhos se maravilhavam
Com o que eu via se aproximar, parecia que aqueles laços nunca me fariam mal.
As tuas palavras estavam cada vez mais doces, e um amor parecia cada vez mais real.

Antes eu estivesse totalmente só a te receber por metades.
Mas que dor me faz essa falta do teu falar e do teu sorriso-verdade.
Ando tropeçando no vento e sentindo calafrios indiscretos
Rondando madrugadas, publicando meus sonhos secretos.

Sorri, me empolguei, desejei os teus sonhos como meus.
Gemendo na noite fria me imaginei como Morfeu.
Acordei com os olhos inchados, minha pele enrijecida, mas não senti dor.





Senti uma saudade de um passado de felicidade, de amor, um passado tão recente.
Mas nada importa nem vai importar porque quando te vi me abandonando tornei-me descrente
De mim mesma, não confio mais em minha percepção para o seu amor.





Reggina Caeiro

3 comentários:

Anônimo disse...

"Senti uma saudade de um passado de felicidade, de amor, um passado tão recente.
Mas nada importa nem vai importar porque quando te vi me abandonando tornei-me descrente
De mim mesmo, não confio mais em minha percepção para o seu amor."

Anônimo disse...

Como sempre, mto bem escrito. Adoro os seus textos, por mais tristes que sejam...

Anônimo disse...

Me arrepiou inteira...texto maravilhoso

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