quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Vem comigo


Inspirada pela música "Pelo amanhã imprevisível" - Súbita
Dedicado àquele que me roubou a razão...

Vem comigo.

Vamos colocar o pé na estrada e esquecer o amanhã?
Saímos sem rumo... Faço de você meu único destino e de mim o seu.
Qualquer lugar é ideal, desde que haja só você e eu.


Deixe o telefone em casa, leve apenas toda a sua loucura, ousadia e desejo. E no caminho te faço meu eterno confidente. Vamos andando, chutando as pedras da rua... Se eu me perder, te dou a mão e você me guia até a perdição. Quando cansar, nos aconchegamos em um cantinho qualquer... Fazemos nossa própria música regada à luz da lua e cheiro de mato. Enquanto ela toca, sua mão acompanha as curvas do meu corpo, sem parar.


E a noite assiste a dois corpos que se confundem, até que eu mate toda a falta que senti. O frio não encontra espaço entre eles... Matemos a saudade com força, nem que você me sufoque ou tire meu fôlego, assim te faço para sempre meu réu.


E ai, acordo com a sua voz risonha ao pé do ouvido dizendo que me quer, ou com o sol tímido que vem nos visitar. Então continuamos dois amantes ao léu...


Luciana

Luciana B.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O que quero com Gil-Galad hoje...

Para este post ouça:
http://www.youtube.com/watch?v=Ddn4MGaS3N4

Sem roupas.

Deitar-te ao meu lado esquerdo, me virar um pouco pra enxergar teu rosto de forma nítida, erguer lentamente minha perna direita e entrelaçá-la no meio das tuas.
Com um toque suave causar arrepios na tua pele e próximo ao teu pescoço inspirar teu perfume.
Abrir levemente minha boca e encostá-la em tua orelha, trilhando nela caminhos com o movimento da minha língua.
Guiar minha mão direita à tua nuca, e te fazer fechar os olhos suspirando por sentir a ponta dos meus dedos no teu cabelo...
Aos poucos ir aconchegando meu corpo por cima do teu, ainda com a boca em teu pescoço sussurrar que estava com saudade.
Levantar-me a uma distância suficiente pra enxergar teus olhos, e depois me mover até que tua boca sinta o sabor do meu colo e me surpreenda com uma mordida...
Liberar um gemido baixinho que te faça pressionar meu corpo ao teu, sem deixar espaços e então sentir o máximo de ti.
Aumentando a quantidade de células conhecidas por minuto, posso aumentar o volume da minha voz e te pedir o que sonhei e imaginei enquanto não vinhas...
A partir deste momento, podemos trocar de lado e posição, podemos flutuar, explorar cada possibilidade do recinto.
A partir deste momento, me chame de Reggina, sua concubina, e então meu corpo estará pronto para ser acariciado e mal-tratado, quiçá ao mesmo tempo.
Só saberei dizer SIM, quero acompanhar-te. Do início sensual ao final pornográfico, e depois desfrutar o cansaço dos momentos passados como dois amigos.

Reggina



domingo, 22 de agosto de 2010

Não Passou de Fervor - Soneto do final V


Contigo pude conhecer e hoje amo cinema,
aprendi a compreender e aceitar momentos,
consegui discernir e dominar meus sentimentos
e fiz do meu caminho muitas diferentes cenas.

A teu gosto eu tentava agradar, sem admitir.

Por pensar demais em ti, andava tropeçando.
Com um final de êxito e feliz vivia sonhando.
Aquele momento em que eu me veria sorrir.

Mas essa bela ilusão nunca se tornou realidade.

Trilhei sem rumo o meu caminho pra felicidade
pois essa quente excitação não se tornou amor.

Sempre anseio na madrugada acordar do pesadelo

de não possuir seu coração, e talvez sair do desespero.
Mas tudo não passa de um caso mal contado, um fervor.

reggina

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Only you

I only had your words at first, but after a while I could put yours lips on those words, your smile on your thoughts and your face on the girl that i knew 1 day would come.
I rush things to much, i went to fast, just because I didn´t want to lose you and so it happens...
I never wanted you for a day, week or a month and eternity seems so short as for now, seems so far.Maybe i did it all wrong or just wasn´t meant to be. I guess i will never know because you measured your words so well that i could never guess what were you thinking.
I never left you and I will never will, my presence and my love will always be with you and no matter how strongly you pushed me aside and even though hurted me as much as it did, you will always be with me,in my mind and in my heart. Therefor, i could never say goodbye.When i come back, because I told you I will,I won´t be here and neither will you.


I love you much more than I suppose to and much less than i could...


Requiem (convidado)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Soneto do Final IV - frustração



Um amor que me arrepia a pele sob a água ainda morna.
Um ódio de ver este cinismo que me desagrada e te adorna.
A indignaçao, frustração e dúvida por sentir o menosprezo.
A revolta de ver acabado o antes tão adorado desejo.

Hoje é impossível pôr nessas linhas atraentes palavras,
sinto-me como temperada por canibais, refém e amordaçada.
Imploro o seu adeus pra, por pouco, esquecer meu destino
e entregas à minha carência a indiferença de um felino.

Como posso prosseguir com um final de reticências?

Ainda reconheço, ainda amor, ainda displicência
na hora de te deixar, cuidando para não entornar toda verdade.

Me guiando só pros destinos que possam ser os teus.

As borboletas dormiram em meu estômago, estão num total breu 
e eu negando minha natureza, minha necessidade e até a vontade.


reggina


terça-feira, 10 de agosto de 2010

Eu só estava com a pá na mão e um sorriso no rosto, como uma criança inocente. Mas um vento insuportável quis me impedir de construir aquele humilde castelo de areia. Parece que um dia de felicidade suprema é muito para mim. Eu não mereço ou o que? É para entender? Devo confiar em alguém que esteja no controle de tudo isso? Se houver, esse alguém não pode ser tão rude... Sou apenas uma sonhadora, oras.

Não vou suportar ouvir tudo aquilo de novo. Não! Por mais que alguns gritos possam traduzir o que está na cabeça, não são suficientes para dissolver o nó na garganta.
Depois, as gotas do chuveiro se confundem com algumas lágrimas teimosas. Por que tanta fraqueza? E a minha revolta só aumenta quando reconheço que no fundo eles estão certos. Mas a única coisa que eu quero é não pensar em nada...
A água quente parecia não esquentar nem um pouco. E quando pisei no azulejo gelado, o frio também não incomodava. Inexplicável.

Depois disso, desabafei com a fumaça nicotizada sem me importar com o frio da sacada, com o cheiro que ficaria depois, nem com o gosto amargo na boca. Cada trago, um pensamento diferente junto a uma pergunta não respondida. Eu podia ver a agonia mesclada à fumaça cinza que saia da minha boca. Eu via também o papel fino queimando devagar, assim como a minha expectativa. Etudo virou cinzas. Pelo menos o cigarro fez minha garganta arder e me fez esquecer o nó. O cúmulo da fraqueza. Pois que seja fraqueza então...

Just gonna stand there and watch me burn
That´s alright because I like the way it hurts
Just gonna stand there and hear me cry
That´s alright because I love the way you lie
I love the way you lie


Luciana

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Águas de Lindóia


A notícia dessa semana abalou ainda mais o coração atrapalhado.
O sono que até  pouco me ardia os olhos se foi e agora a única coisa que me incomoda é o frio na barriga.
Parece que nem mesmo o caderno e a caneta dão conta dessa avalanche de sentimentos desconhecidos que me toma agora. Nessa hora, o clichê " borboletas no estômago" se torna mais literal do que nunca. Já comecei a construir meus castelos de areia, não consigo mais impedir minha boca de se abrir num sorriso. E a felicidade é tanta que tenho medo.. Medo de ter meus castelos destruídos de novo, seja por uma maré alta, por um vento mais forte, ou até pisoteados por você mesmo. Mas agora é tarde demais.

Só porque eu não esperava mais...
Só porque eu estava começando a olhar em outra direção...
Só porque seu sorriso estava ofuscado na memória...
E então voltam as palavras rudes gritando em meu ouvido, mas minha teimosia grita mais alto. Muito mais.
Não me importo em ser a terceira ou a quarta. Por mais que soe como fraqueza, vou me contentar em ter você por um dia que seja. Ou só por uma noite...
Já desisti de lutar contra a minha expectativa e recuperar minha lucidez.
Ai Cáprio, eu estava quase virando a página, mas você apareceu, derrubou o livro no chão e arrancou todas as outras. Na história onde havia uma interrogação você colocou um ponto final.

Afinal, quando o assunto é você, os outros são os outros. 



Luciana B.

domingo, 8 de agosto de 2010

Sem oxigênio - Soneto do Final III



Já não é possível esconder as marcas que a sua partida me provocou.
O cheiro de cigarro, as olheiras. O desânimo típico de quem ficou.
Os tantos sonetos tristes, a casa bagunçada, descrença e indiferença.
Mais cedo, a solidão fez morada, e tirou o sonho de quem já nem pensa.

Cansei-me de teus amores e paixões almejar,
de teu perfume, sem ti, conseguir respirar.
É tão difícil ver-te sem tuas fibras poder sentir.
E é tão fácil te pensar e no próximo segundo sorrir.
 
Amor, não sabes a intensidade dessa droga dentro de mim.
Ando com um amor tão grande e uma saudade sem fim.
Arranjando versos e rimas só pra tentar exteriorizar.


De que me adianta? Isso tudo nunca chegará a você. 
E mesmo que chegasse nenhuma diferença chegaria a fazer.
Não ando só com amor ou com saudade, ando com falta de ar.

Reggina

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Soneto do Final II


Me peguei relendo tuas cartas e sorrindo com a lembrança de quando elas chegavam.
Por vezes me surpreendi, não te reconhecia de uma forma que meus olhos se maravilhavam
Com o que eu via se aproximar, parecia que aqueles laços nunca me fariam mal.
As tuas palavras estavam cada vez mais doces, e um amor parecia cada vez mais real.

Antes eu estivesse totalmente só a te receber por metades.
Mas que dor me faz essa falta do teu falar e do teu sorriso-verdade.
Ando tropeçando no vento e sentindo calafrios indiscretos
Rondando madrugadas, publicando meus sonhos secretos.

Sorri, me empolguei, desejei os teus sonhos como meus.
Gemendo na noite fria me imaginei como Morfeu.
Acordei com os olhos inchados, minha pele enrijecida, mas não senti dor.





Senti uma saudade de um passado de felicidade, de amor, um passado tão recente.
Mas nada importa nem vai importar porque quando te vi me abandonando tornei-me descrente
De mim mesma, não confio mais em minha percepção para o seu amor.





Reggina Caeiro

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Soneto do Final

Eu bebi, fumei, me prostituí.
Arruinei minha maquiagem, meu salto alto e meu emprego.
Em cada passo eu fitei o céu, mas em todas as piscadas eu caí.
Joguei meu humor pro alto, pratiquei o desespero e o desapego.

Embrulhei meu estômago pra presente
Com aquela estranheza peculiar,
Um gosto ruim na boca, uma eloquência indecente.
Aquela nostalgia que me ajuda te amar.

Arrastei uma onda de sonhos envolta numa nuvem de nicotina,
Inspirei até ter os sentidos confusos, até me sentir de novo uma menina.
Mas libertei-os e, contra a vontade, os perdi de vista.

Ainda que a fumaça me fuja do corpo e da visão, me resta uma lembrança.
Que me mata aos poucos, um amor cancerígeno, ainda uma esperança.
O cheiro na minha mão, um vício me dominando, me engana de bem-quista.

Reggina Caeiro