terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Se ao menos...

Quanta saudade!
Sinto tanta vontade de você.
Vontade de tudo com você.
Saudade do seu peito colado no meu corpo, da sua boca insistindo em me morder forte.
O teu jeito agitado...

Quase te sinto aqui, amor.
Você é quase real quando, cheia de desejo, fecho os olhos.
Deitada nua nesta cama queria sentir o peso do teu corpo, sua respiração no meu ouvido e suas mãos grandes procurando meu prazer.

Ah, essas mãos grandes...
Flagro-me lembrando de como elas sabem me tocar.
Um jeito marcante, independentemente da força aplicada.
Mas claro que me deixa com calor quando penso nelas apertando minha cintura e arriscando um pouquinho de dor em locais estratégicos.
Chego a soltar um gemido baixinho quando me vem à mente o modo com que movimenta meu corpo e me coloca na posição que quer e quando, entorpecido de prazer, me levanta no ar e rodopiamos pelo quarto.
Numa onda de satisfação estamos nós, grudados um no outro, rindo de nada e desejando que as horas se prolonguem.

Amor, por que tinha de ser tão bom estar com você?
Se ao menos você não soubesse o jeito certo de me amar, esquecer tudo e aceitar o seu não querer seria menos difícil.
Mas, meu bem, você também não pode negar essa coisa boa.
Eu sei disso! Eu te vejo assim!
Infelizmente me parece que é só o que tenho a te oferecer, o que não é suficiente para te manter aqui.

Se ao menos você não soubesse o jeito certo de me amar...

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