A sua toalha continua no banheiro. O lençol na cama
permanece desarrumado, do mesmo lado que você deitou. A rolha da garrafa de
vinho se juntou à coleção das outras que você deixou nas noites anteriores e o
que mais me incomoda é a vontade de ter, junto a todos estes elementos, a
sua presença.
Falta algo mesmo que temporariamente.
Nosso momento preenche todo o silêncio desta casa. Silêncio
que nem existe, você bem percebeu.
“Todos erram neste mundo, não há exceção”, já dizia nosso
mestre, e eu errei quando cedi, quando aceitei seu louco beijo. Seu irregular e viciante beijo.
Equilibro-me numa corda que não chega a lugar nenhum, mas
que não me permite voltar.
Como? Não imagino. Mas não quero voltar.
Talvez isso tudo seja criado somente por mim e por esse amor
que criei.
Deus! Eu disse Amor.
Está assumido.
Reggina Caeiro (Novembro 2012)

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