Não é ser odiado, mas também... não amado.
Triste realidade é a de ser adiado por alguém.
Participar... de um pouco.
Compartilhar o mesmo pouquinho
e sempre assim...
seguimos, nós, os adiados, sem aprender a adiar também.
Não... alguém, uma vez adiado, não adia outro alguém.
Ao contrário, constrói pedestais, altares.
É romântico doador de amor, carinho e atenção.
Pobre dos adiados.
São carentes, coitados. Abandonados.
E mesmo assim, amam.
Perdoam quem não pede o perdão.
Sofrem, exagerados, por quem nunca sofreu por ser um deles.
Os amantes adiados sofrem sendo adiados por seus amores.
Mas se eu dissesse, como legítima adiada, que junto ao sofrimento, não surge um pouco mais de amor, estaria adiando a mim mesma.
Típico.
Reggina Caeiro

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