quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O nada

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Ah se eu tivesse inspiração... Um amor, uma dor. Ao menos imaginação.
De que adiantariam meus versos suados, às vezes rimados?
De quem seriam? Para quem seriam?
E se forem de ninguém, qual o problema?
E o vazio? Por que não se transforma em poema?


Socorro. Não sinto amor, nem dor. Não sinto nada. 
A que levam as madrugadas acordadas
As palavras reviradas?


A velha voz não ouço mais. O velho sorriso já é quase indiferente
E os velhos versos hoje me fazem rir. Quanta estupidez...
Estou livre da insensatez. Vazia.
Não espero por ninguém. A porta está fechada.
Talvez uma nova voz venha invadir meu quarto pelas frestas.

Luciana

2 comentários:

Roberta Scheer disse...

fazia tempo que vcs nao postavam nada, ein?? hehe

beijos, Robs

Anônimo disse...

Valeu a pena a demora pelo visto, rs!

R.M

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