Simplesmente que me aparecesses
Na escuridão desse momento e antes
Que pudesse sentir tua presença ofegante
Eu pensasse que nunca senti amor como esse.
E que eu pudesse antes de ouvir seus passos
Lembrar-me das nossas melodias e compassos
Aliviar-me, e de súbito abrir os olhos e ver-te perto
E perceber que pelo meu corpo já estás encoberto.
Os pelos do teu rosto já encontrando meu colo.
E de felicidade, sutilmente e romântica, até choro
Lágrimas do alívio e daquilo que chamam "contentamento"
Aos poucos, amor, tenho descoberto o que é ser poeta,
Ter amor de poesia, um amor de alma sonhadora e discreta
E no interior, eu escrava do misterioso sentimento.
Reggina Caeiro


1 comentários:
Como sempre...você me deixa sem palavras!
R.M
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