Fingi que não sentia nada, mas as palavras tremulavam de desejo.
Fitou meu decote, me elogiou.
No silêncio atacou.
“Que vontade de te dar um beijo”. Ali me pôs em cheque.
Quis que ele viesse de uma vez, matasse toda a vontade.
Hesitei, estava prestes a contra-atacar.
Esquivei.
Agora temo o arrependimento e ouço o eco da sua voz no meu quarto...
Quase posso sentir aquelas mãos na minha cintura.
Só de imaginar, enlouqueço. Suspiro...
Agora, a vontade ferve, desconcentra, me faz ansiar pela próxima vez.
Luciana


0 comentários:
Postar um comentário