quinta-feira, 17 de março de 2011

todo seu corpo

A ansiedade em te encontrar não cabe aqui dentro do meu peito, do meu corpo todo. Todo quente.

À noite, o travesseiro tem seu rosto e parece responder se o chamo pelo seu nome...
Quanta indecência hoje. Mais que ontem e os outros dias. Mais que amanhã?
Não. E nem quero.

Eu me olho nesse espelho velho e amigo, que me mostra cada canto do meu corpo, e cada canto meu me mostra um canto seu.
É aquela antiga fala romântica com seu lado mais depravado.
“Tudo me lembra você”: Todo meu corpo me lembra seu corpo.

Todo seu corpo me lembra de todas as noites, tardes e manhãs silenciadas por longos beijos, suspiros e sussurros.
Lembra-me de todo contato da minha pele com a sua; e nossos desejos transmitidos um ao outro num segundo, sem palavras.
Todo meu corpo me lembra todo o seu corpo pressionando, onde quer que seja.
Todo meu corpo me lembra seus lábios, porque não há um canto que você ainda não tenha percorrido com eles.

No escuro é como se eu ouvisse os mais pervertidos nomes que já saíram da sua boca ao pé do meu ouvido e me delicio a esse som.

Vem...
Vem rápido. Que eu te desejo como nunca.

Reggina Caeiro




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1 comentários:

Anônimo disse...

MARAVILHOSO!
acho q o melhor de todos,

amei =D

Luciana

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