sexta-feira, 30 de abril de 2010

13 coisas que eu odeio em você

Ao indiferente, insolente e caipira, Caprio


.
Eu odeio sua página de recado
Seu jeito desleixado
Seus erros de Português
Odeio seu sotaque “caipirês”
Odeio essa vontade de te olhar
Odeio esse meu ciúme
E como você já se tornou meu costume
Odeio quando você some
Eu odeio isso que acontece sem porquê
Eu odeio essa maldita distância
E a minha louca implicância
De querer só você
De me perder só de ouvir seu nome
Odeio todos esses devaneios
Mas o que eu mais odeio
É o fato de não conseguir te odiar
Nem um pouquinho,
Nem por um segundo,
Nem mesmo só por odiar

Luciana B.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Only you

Não sei se era pra ser, não sei se é pra ser.
Não fiz questão de evitar, de me afastar, de te esquecer, nem de esconder
Não sei por quê.
Pelo contrário, por mais dolorosa a distância
Sou teimosa, continuo a minha louca implicância
De querer só você.
O tempo passa
E eu insisto em te buscar, não consigo e nem quero parar
E percebo que sem você nada tem graça.
Vivo uma bagunça, sigo desorientada, às vezes acompanhada
Mas entre todos os outros, era você que eu queria agora, é você que eu quero sempre. Pra mim.
Não faz sentido, eu sei. Não me contive
Em todo momento, te quero
Nunca senti tanta falta do que nunca tive
Daquilo que poderia ter acontecido, mas que hoje fica só no pensamento
E continuo assim
Sonhando, te espero.


Luciana B.


Trânsito

Espíritos ignóbeis transitam por entre a carência dos corpos do mundo.
Trânsito, este, vicioso. Trânsito inconveniente...

Sorrisos transitam entre palavras torpes, por gargalhadas roucas e sobre o cinismo...
Trânsito, este, inconsequente...
Desejos transitam por seus membros inferiores escancarados em 130°...
Desejos transitam zombando do seu peso na consciência...
Trânsito, este, sujo...

Sabores transitam (em oscilações) entre paladares sofisticados e aterros sanitários.
A ignorância transita entre o nosso descaso por educação.
A má discriminação acompanha a ignorância.
A frieza transita entre a teórica falta de tempo e entre as mentiras.
As mentiras transitam entre a falta de temor, e a falta de temor transita entre a falta de fé.

Guio-me em meio a este trânsito terráqueo. Evitando becos e vielas, tento encontrar avenidas iluminadas.

.Reggina Caeiro.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Expectativas

Não espero um "Boa noite", muito menos um "Bom dia".
Qualquer "Oi" é lucro e inesperado.

Não espero que me arranje um apelido.
Nem que tente me agradar.
Não espero que queira me encontrar.

Não espero nem conheço a exclusividade.
Não posso aguardar sensatez.
Nem requerer santidade.

O que espero é um beijo que me inunde, seguido de violência e indelicadeza.
Facilidade de movimentar-me. Sufocamento. Surdez. Cegueira.



Infelizmente (ou felizmente) não acredito que um dia eu seja surpreendida.


A Gil-Galad e seus Conterrâneos


.Reggina Caeiro.

Banho de Gato

Banho de gato é quando aquele gatinho invade seu quintal, com pinta de que não toma banho há tempos.
E aí, quando você tenta fazer tal caridade, quem acaba enxaguada é você, a caridosa dona do quintal.
E ainda, depois de se livrar das suas "garras", ele toma, por conta, um banho meia-boca, te olhando com desdém.

Simplificando…

Banho de gato é quando aquele deus grego chega no pedaço com cara de "era você que eu queria", "to carente" etc.
E fêmeas idiotas que somos, oferecemos não só o colo.
E o feitiço vira contra a feiticeira "fêmea idiota".
A cara de necessitada se estampa na nossa fuça depois de tanto tentar agradar o gato da cara de triste. Doando-nos, literalmente.
Exaustas, assistimos, piedosas sobre nós mesmas, os fulanos limpando-se de nós, vaidosamente, no chuveiro.

Banho de gato…
 
.Reggina Caeiro.

domingo, 25 de abril de 2010

Vício

.
Sim,
Eu ainda vivo assim
Nessa bagunça, nessa estupidez
Como pode tamanha insensatez?
Não quero entender
Não quero me livrar
Disso que me traga e me estraga
Que me consome, me devora
Me envolve e me apavora
Eu finjo que tento fugir
Não queria sair
É uma loucura, que tortura!
Eu desobedeço à razão
Distraio o coração
Quanto mais eu fujo mais eu me aproximo
Quanto mais me entrego mais me afundo
Nesse vão de ilusão
Que me faz flutuar, me vicia
Que é tão mais forte que eu
Tira a minha paz, e o resto tanto faz
Fico à mercê
Preciso me livrar
Desse maldito vício que eu amo:
Você.

Caprio

Luciana Bratcho

A Gil-Galad, novamente.

Sempre soube que a inspiração poderia surgir de momentos como esse, mas nada é melhor do que vivenciá-los e contar com a memória pra auxiliar na lembrança.
Comprovado: a epiderme pode tomar forma de outras pelo toque. E que sensação surpreendente isso me traz.
Deitada sozinha, envolta num lençol desconhecido, apenas esperando a porta se abrir é monotonia.
Mas comparação não há pro momento em que gotas recém-aquecidas, já frias, se dividem nas minhas células.
Simples complexidade, sim.
A física não coopera, mas não importa. A presença que me pressiona preenche qualquer espaço. As texturas se confundem, não sei distingui-las no escuro e nenhum ruído é importante a não ser a voz que se mistura ao ar expelido do peito há pouco tão distante!
Não existe diferença se meus olhos se fixam num céu imaginário ou se tenho nada além de escuridão invadindo a visão, de costas, porque cada movimento traz uma cor do arco-íris, impresso num céu onde o sol não para de brilhar. Não me importo de não encontrar o pote de ouro no final desse fenômeno natural, contanto que ELE o encontre. Encontrando pode trazê-lo pra mim, ou somente me fazer apreciar, que é como encontrar.
Mas incomparável é quando ele me mostra o caminho.
De repente, a palma da mão. Me conduzindo, carinhosamente, não chega até meu pescoço, mas aberta consegue me locomover sutilmente.
O desejo de continuar mais horas mergulhada nessa escuridão prazerosa não é pequeno, mas os segundos equivalem a lindos minutos e me aceleram a pulsação.

.Reggina Caeiro.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Vem, Caprio

.
A pior saudade que existe é daquilo que não aconteceu
Daquele abraço que ficou pela metade
Da voz que mal lembro e não esqueço
Do beijo que não dei
De tudo o que não dei
Então guardo pra mim os gritos roucos
Os desejos mais loucos
Então o travesseiro abafa o peito
Então a música conforta o coração sem jeito
O coração que é seu, que bate forte e arde
Então vem
Eu quero suas coisas junto com as minhas
Sinto falta do seu cheiro na minha roupa
Da sua mão na minha cintura
Vem
De carro, de ônibus, de carroça
Mas vem!
Vem me ver, vem me ter
Enquanto você não vem, continuo a escrever.

Luciana Bratcho

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Bem-Vindo

A Gil-Galad, o amante.

Seja Bem-Vindo.


Adentre meus recintos e ouça meus pensamentos, ao mesmo tempo.


Um corpo.                   

Atraente.                    

Uma Habilidade.

Surpreendente.

Um Sorriso.

Envolvente.

Quando a lembrança daquele momento insiste em reincidir, percebo que ainda te desejo.

E meu corpo não se preocupa em esconder isso.
Sonha contigo sem querer e às vezes sem poder.

É difícil definir o motivo desse desejo, mas pode encaixar-se no molhado da tua boca ou na maneira com que meu corpo toma a forma da tua mão.

Ainda, pode ser em como minhas pernas procuram tuas costas quando tua boca silencia a pulsação do meu pescoço, cruzando-se e te trazendo pra mais perto.

Pode parecer muita filosofia, mas é que quando te tenho pra mim, as frases viram versos. As músicas têm seus sentidos e sentimentos revelados. Os pseudônimos e heterônimos são desvendados transformando-se em pássaros que, cantando, divulgam sua identidade.


O tal do sorriso envolvente cria um charme próprio. Independente.


A habilidade te deixa mais especial. Uma surpresa “gigante”.


Já o corpo...


Ah... O corpo.

Atrai todos os meus sentidos, como os de carinho: com um beijo nos ombros ou uma palavra ao pé do ouvido.
Atrai meus sentidos “apertantes”: aqueles que fazem a gente querer apertar bem forte... Até tirar o fôlego: o meu ou o seu.
E até meus comuns sentidos de descanso, que compõem aquela vontade de dormir a noite inteira sentindo aquele perfume “gigantemente” agradável.

Um prazer imenso.


Volte sempre.




Reggina Caeiro