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Finalmente.
O desejo reprimido se desmanchou em uma noite de outono
Dessa vez a camisa não era xadrez, mas também me fascinava
Atacou de novo pedindo um beijo. Não respondi, apenas me entreguei.
Mas os braços tatuados não vieram em minha cintura, não senti seu corpo me pressionando como eu queria, nem o beijo me sufocou como imaginava. As expectativas morreram de desengano.
Esperei na janela, como de costume.
Esperei na janela, como de costume.
Vi seu carro chegar. Ele não estava sozinho, como imaginava.
Sorriu de longe, reservado. Minhas dúvidas acabaram, meu desejo hesitou.
Foi uma punhalada.
Só porque eu me entregava a outro desatino, mergulhava em uma loucura...
Só porque eu me entregava a outro desatino, mergulhava em uma loucura...
Só porque eu ainda desejava...
Serei eu uma concubina?
Decepção, revolta e desejo...
Decepção, revolta e desejo...
Decepção de achar que eu poderia me entregar
Revolta por saber que poderei ser a outra
E ainda assim imaginar seus braços em minha cintura e seu corpo colado ao meu.
Luciana
